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Hezbollah lucra na Tríplice Fronteira

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Rota segura para o crime transnacional, a divisa entre Brasil, Argentina e Paraguai abriga grupos terroristas que lavam dinheiro e vendem armas para facções, cartéis e paramilitares

O lucro de um game pirata financia o tráfico de fuzis AR-15 e AK-47; uma peça de roupa falsificada ajuda cartéis, guerrilhas e paramilitares a enviar cocaína para qualquer cidade do mundo; a compra de um maço de cigarros contrabandeado pode terminar em uma salva de foguetes sobre uma cidade síria rebelada ou em tiros contra pedestres cariocas.

Na região da Tríplice Fronteira, que reúne Brasil, Paraguai e Argentina, operações financeiras de fachada em um ambiente de suborno institucionalizado permitiram a criação de uma rede internacional criminosa. Para autoridades americanas, argentinas, paraguaias e israelenses, o poder dos produtores de drogas e das facções criminosas não seria tão grande sem a presença de filiados a grupos radicais islâmicos, que lavam dinheiro e mantêm rotas clandestinas para EUA, Europa, China e Oriente Médio. Apesar dos alertas desde os ataques de 11 de Setembro de 2001, para o governo brasileiro o problema ainda não é prioritário.

A existência dos grupos sunitas Estado Islâmico, AlQaeda e Hamas é certa, mas o principal seria o Hezbollah, movimento xiita que controla o sul do Líbano e atua nas guerras civis da Síria e do Iêmen. Com mais de 10 mil soldados, são considerados terroristas pelos EUA. “Há 15 anos eles movimentavam US$ 300 milhões anuais. Hoje atingem US$ 1 bilhão”, disse Gadi Hirsch, analista do governo israelense. Hirsch participou de um debate sobre lavagem de dinheiro e financiamento de terrorismo na Tríplice Fronteira. O encontro reuniu diplomatas, promotores e procuradores de justiça do Cone Sul em Buenos Aires, onde o grupo terrorista matou 115 pessoas, em atentados contra a embaixada israelense e a associação judaica Amia, em 1992 e 1994, respectivamente.

Jurada de morte

A presença constante do Hezbollah na América do Sul foi comprovada em 2005, quando interceptações telefônicas da polícia colombiana captaram conversas em árabe entre suspeitos de ligações com cartéis. Mais de 120 horas de gravações foram traduzidas pela DEA, a agência antidrogas americana. Assim, foi descoberto que o grupo limpava lucros escusos em troca de comissões de até 15%. A sofisticação e as conexões com as comunidades libanesas no continente tornam difícil prender os responsáveis sem ações internacionais conjuntas. “É um sindicato global do crime que fez da Tríplice Fronteira um centro de distribuição”, afirmou Emanuele Ottolenghi, da Fundação para Defesa da Democracia (FDD), entidade dos EUA que estuda segurança e política internacionais.

A aproximação com líderes do Primeiro Comando da Capital, Comando Vermelho e Terceiro Comando foi inevitável, conforme denunciou a analista de risco americana Vanessa Neumann, no livro “Lucros de sangue”. Em busca de poder, as facções passaram a lutar por espaço na região. Em 2016, o PCC assassinou com uma arma antiaérea o traficante paraguaio de origem libanesa Jorge Rafaat, conhecido como o Rei da Fronteira. No ano seguinte, participou do assalto que levou US$ 12 milhões de uma transportadora em Ciudad del Este. No final de 2018, o Comando Vermelho ameaçou a procuradora-geral paraguaia, Sandra Quiñonez, em vídeo: “Pode abandonar seu cargo que a gente vai atrás de você”.

“É um sindicato global do crime que fez da fronteira um centro de distribuição” Emanuele Ottolenghi, da Fundação para Defesa da Democracia

Além das drogas e armas, há o lucrativo contrabando de cigarros. As marcas paraguaias dominam 54% do mercado brasileiro. Em 2018, a evasão fiscal estimada (R$ 11,5 bilhões) superou a arrecadação da indústria (R$ 11,4 bilhões), apontou uma pesquisa do Ibope. Boa parte da produção é da Tabesa, controlada por Horacio Cartes, ex-presidente paraguaio considerado para lá de suspeito. Por aqui, o negócio bilionário caiu nas mãos de facções e milícias. Tanto que em algumas favelas e periferias do Rio, a venda de cigarros legais é proibida. “As suspeitas todas fazem sentido. Só que o governo brasileiro, mesmo com Bolsonaro, acha que há muita especulação”, diz Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria. A postura oficial seria justificada pela ausência de ataques terroristas, porém é míope, já que essa dinheirama ilegal abastece criminosos que promovem assassinatos diários no Brasil e nos países vizinhos.

Narcos em versão argentina

Até o início da década, os argentinos supunham que para viver em um lugar dominado pelo tráfico de drogas seria preciso mudar para o Brasil ou Colômbia. Hoje, essa é a rotina em Rosário, a terceira maior cidade do país, com um milhão de habitantes.

Terra de Lionel Messi e Che Guevara, ali os sobrenomes mais temidos e respeitados são Cantero e Bassi, as famílias rivais que comandam o crime com o poder de fogo próximo ao das facções Comando Vermelho, ADA e PCC. Considerada a gangue local mais violenta, Los Monos teve 19 integrantes importantes condenados em 2018. Nem por isso eles perderam a força. Assim como os líderes de facções brasileiras antes do isolamento em presídios federais, seu chefe Ariel “Guille” Cantero teria ordenado da prisão a execução de treze juízes e promotores de justiça.

Desde 2013 ocorreram 1.300 assassinatos e 2.400 pessoas foram feridas por disparos de armas de fogo em Rosário. A média de homicídios na cidade em 2018 foi de 20 mortos para cada grupo de 100 mil habitantes, considerada elevada pelas Nações Unidas. Já a taxa anual argentina é baixa, com 6 casos por 100 mil. No Brasil a situação é pior, com taxa de 30 mortes violentas por 100 mil. As autoridades argentinas não sabem como lidar com o problema de modo efetivo, mas são unânimes em afirmar que reduzir a entrada de drogas e armas pelo Paraguai e sufocar os lavadores internacionais de dinheiro seria decisivo.

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STP apuesta al desarrollo con enfoque urbano y territorial, fortaleciendo departamentos y municipios

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16 octubre, 201920

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Asunción, IP.- La Secretaría Técnica de Planificación (STP) tomó una decidida apuesta al desarrollo con enfoque urbano y territorial mediante el fortalecimiento de los Consejos de Desarrollo de los departamentos y municipios del país y su integración al Sistema de Planificación por Resultados (SPR) y la actualización del Plan Nacional de Desarrollo (PND) Paraguay 2030.

Al inicio de su gestión el ministro de la STP, Carlos Pereira se propuso como objetivo favorecer la construcción de una ciudadanía más comprometida con el desarrollo sociocultural, económico y ambiental de su comunidad.

En ese contexto, se emprendieron una serie de actividades que apuntaban al fortalecimiento de las capacidades de los funcionarios departamentales y municipales. Luego de visitar los departamentos y municipios del país, se constataron las necesidades más acuciantes a través de las autoridades locales y de la participación de la propia ciudadanía que expresó su opinión en los diversos foros realizados en las comunidades.

En menos de tres meses de los 17 departamentos del país, se recorrieron Cordillera, San Pedro, Guairá, Caazapá, Misiones, Presidente Hayes, Itapúa, Paraguarí, Canindeyú, Amambay y Concepción donde se realizaron las jornadas de capacitación sobre herramientas de planificación y mejora para la producción agrícola y su posterior comercialización a nivel local y nacional.

La STP ofreció también capacitación en el uso de la herramienta denominada Sistema de Planificación por Resultados (SPR) que actúa como veedor de los recursos presupuestarios asignados a cada una de las municipalidades y gobernaciones. Esto es que estén debidamente aplicados a cada uno de esos programas comunitarios que se aprueben en la comunidad.

Esto permitirá que autoridades y ciudadanía den su aporte y con esos insumos se construirá un plan de desarrollo local que esté vinculado primero al Plan Nacional de Desarrollo (PND) 2030 que su vez está en consonancia con los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS) que tiene como uno de los objetivos fundamentales la reducción de la pobreza, el acceso al agua potable, viviendas dignas, y la salud y bienestar de la población.

Los Consejos de Desarrollo de los gobiernos municipales y departamentales constituyen instancias de participación que propician sinergias y apropiación de las personas para generar desarrollo y sostenibilidad, les ayuda a conectar servicios públicos y negocios con el sector privado y cuentan con apoyo de las autoridades locales.

Consejo de Desarrollo y Planes de Desarrollo

En cuanto a procesos de desarrollo local se destaca la asistencia a 15 departamentos en la conformación de sus Consejos de Desarrollo y en la elaboración de Planes de Desarrollo Departamental, a 232 distritos en la conformación de sus Consejos de Desarrollo y a 244 distritos en la elaboración de Planes de Desarrollo Distrital.

Desde septiembre de 2018, la STP ha participado y propiciado Audiencias Públicas en 2 distritos y 5 departamentos (Guairá, Caazapá, y Misiones, Cordillera y San Pedro) y ha brindado apoyo en la elaboración del Plan de Desarrollo Departamental a las Gobernaciones de: Misiones, Amambay, Ñeembucú, Caaguazú, Boquerón (conformación del Consejo de Desarrollo), Caazapá, San Pedro, Paraguarí, Itapuá.

También se apoyó en la elaboración del Plan de Desarrollo Distrital de Teniente Irala Fernández, Loma Plata, Filadelfia, Mariscal Estigarribia, Yatytay, Alto Vera, San Pedro del Paraná y se fortalecieron los Consejos de Desarrollo en el área productiva a través de las ferias a los distritos de: Valenzuela, Coronel Martínez, General Eugenio A. Garay y Mbocayaty. También se ha asistido técnicamente a los Distritos de Nueva Esperanza, Maracaná, Saltos de Guairá e Yby Pyta, Vaquería, Tembiapora, Juan Manuel Frutos, José Domingo Ocampos y Simón Bolívar.

Plan de Ordenamiento Urbano Territorial

Otro proceso prioritario de la STP busca promocionar el ordenamiento territorial. Al respecto, en cooperación con el Ministerio del Ambiente y Desarrollo Sostenible (Mades) y del Programa de Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD), han elaborado y publicado una Guía para la Elaboración de Planes de Ordenamiento Urbano y Territorial.

En este contexto, se han realizado talleres para la formulación Planes de Ordenamiento Urbano y Territorial en varios distritos.

El municipio de Bahía Negra y el municipio de Puerto Casado se encuentran en el inicio de su Ordenamiento Urbano y Territorial. Los 10 municipios del Área Metropolitana de Asunción se encuentran elaborando sus Planes de Ordenamiento Urbano y Territorial.

El Reino de Marruecos ha dispuesto los fondos y actualmente se encuentra en proceso el llamado a concurso para la contratación del Equipo Técnico que trabajará en la asistencia técnica a 15 municipios para la elaboración de los Planes de Ordenamiento Territorial.

Asimismo, se ha continuado con la realización de Talleres de Capacitación para la elaboración de los Planes de Ordenamiento Urbano y Territorial, beneficiando a los municipios de los departamentos de Central, Boquerón, Misiones, Caazapá, Caaguazú y Presidente Hayes.

Operaciones en Campo

A través del Sistema de Planificación por Resultados (SPR) la STP ha verificado los avances físicos de las acciones ejecutadas en el territorio y reportados por las instituciones públicas en 16 departamentos de la Región Oriental y Occidental del país.

Con el mismo se corrobora la entrega de servicios de agua, energía eléctrica, salud a través de las Unidades de Salud Familiar (USF), entregas efectivas de los kits escolares para la educación primaria de las escuelas en zonas rurales, el estado y la transitabilidad de los caminos rurales y vecinales, soluciones habitacionales para familias de extrema pobreza, la asistencia técnica integral al productor.

La STP realizó el monitoreo físico en 14 departamentos del país: Concepción, San Pedro, Canindeyú, Amambay, Caazapá, Alto Paraná, Itapúa, Misiones, Guairá, Cordillera, Paraguarí, Presidente Hayes, Boquerón y Caaguazú, totalizando aproximadamente 700 acciones monitoreadas, dando lugar a informes de las obras y servicios con retrasos en sus avances, y la respectiva coordinación con las entidades responsables a fin de acelerar la ejecución de las mismas.

Actualización del Plan Nacional de Desarrollo 2030

Entre las prioridades definidas por al STP se encuentra el proceso de coordinar el diseño, implementación y evaluación del Plan Nacional de Desarrollo, Paraguay 2030 (PND), una hoja de ruta para el desarrollo nacional al año 2030.

Este Plan facilitará la coordinación de las políticas públicas hacia una visión de desarrollo global con objetivos, metas, prioridades y acciones estratégicas, orientando a las instituciones del Estado para la realización de una gestión estratégica, posibilitando un gasto público que financia las políticas públicas destinadas a incrementar el crecimiento inclusivo de Paraguay. Al mismo tiempo orientarán al sector privado para la realización de inversiones en forma efectiva y eficiente.

Se encuentra en proceso de revisión los contenidos del Plan, entre ellos los ejes de desarrollo, los objetivos estratégicos y de desarrollo, las líneas de acción, las metas e indicadores. Participaron de este proceso 107 instituciones públicas en 25 mesas de trabajo.

Los aportes de las instituciones públicas fueron socializados en abril con la sociedad civil en talleres participativos, en los que también interactuaron representantes del sector público, a través de 17 mesas de trabajo.

Las áreas analizadas son la de pobreza extrema, exclusión y población vulnerable; desarrollo rural, ambiente y reforestación; educación; salud y nutrición; seguridad; niñez; mujer; infancia y adolescencia; ciclos de la vida; finanzas públicas y economía; trabajo y seguridad social; infraestructura, energía, industria, inversión, ordenamiento territorial, vivienda y urbanismo; gestión pública e institucionalidad, ciencia y tecnología; agua y saneamiento; posicionamiento internacional y turismo.

Posteriormente se trabajó desde la STP, el diagnóstico y los resultados de los talleres que se desarrollaron con el sector público como con la sociedad civil. Una vez terminado el trabajo de gabinete, y a través de una cooperación internacional se remitió el primer borrador del documento final a la Comisión Económica para América Latina y el Caribe (Cepal) para la evaluación técnica del trabajo.

Al mismo tiempo se remitió a cada una de las autoridades de las OEE a fin de que los mismos puedan validar los objetivos, indicadores, metas y líneas de acción.

El proceso de revisión del PND se finalizó en agosto de 2019; y luego de su consolidación final, será presentado a la Presidencia para su validación y puesta en vigencia, y posteriormente a la ciudadanía para su cumplimiento.

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Aplicarán sistema de verificación a importaciones de China y Hong Kong

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16 octubre, 201942

Foto: Aduanas

Asunción, IP.- La entrada en vigencia del uso obligatorio del Sistema Integrado de Verificación de Cargas (Siveca) para todas las importaciones de China y Hong Kong, fue postergado por la Dirección Nacional de Aduanas (DNA) para el 18 de noviembre.

En principio su entrada en vigencia estaba prevista para el 14 de octubre, pero el director de Aduanas, Julio Fernández, dictó la Resolución N° 20 por la cual posterga la fecha  a los efectos de que las partes involucradas en el proceso, adopten los recaudos respectivos para su efectiva intervención en la operatoria.

El Siveca está funcionando en forma piloto y permite a la DNA recibir datos anticipados de las importaciones tales como tipo de mercadería, cantidad, valor, empresa exportadora, empresa importadora, etc., lo que brinda a la institución herramientas para mejorar el control del comercio exterior, disminuir espacios para maniobras de evasión impositiva y  consecuentemente aumentar la recaudación aduanera.

“Será otro shock de transparencia el uso obligatorio del Siveca. Las mercaderías que proceden de la República de China tienen el mayor peso en las importaciones nacionales. El año pasado el valor de las compras de China llegaron a 3.399 millones de dólares en términos de valor FOB (Free OnBoard).

Esta suma mencionada fue equivalente al 28% de las importaciones paraguayas que totalizaron algo más de 12.000 millones de dólares el ejercicio pasado, por lo que la obligatoriedad del uso del Siveca es un paso importantísimo hacia la formalización de nuestro comercio internacional”, dijo Fernández.

La institución tomó una serie de medidas tecnológicas con la finalidad de  fortalecer el control  y aumentar las recaudaciones entre las que se encuentra el funcionamiento del Siveca, en el marco de un convenio de cooperación recíproco entre la Unión Cultural, Industrial, Tecnológica y Comercial Paraguay-China (Ucitc) y el Ministerio de Hacienda.

Este convenio permitirá mejorar el control sobre las importaciones procedentes de China y Hong Kong. Los datos de las importaciones de China y Hong Kong son facilitados por la Ucitc a la DNA sin ningún costo para el Estado, ni para los importadores.

La página web de  la Dirección Nacional de Aduanas cuenta con una ventana  para el Siveca en donde los importadores locales obtienen información acerca de su carga importada.

El seguimiento lo hacen desde la siguiente dirección electrónica: https://www.aduana.gov.py . En tanto que el sitio web donde deben ingresar los proveedores de China y Hong Kong es el siguiente: http://www.bjiguacu.com:1888/member/login.php?gourl=%2Fmember%2F .

La DNA dictó la resolución 395/2018 que entre otras cosas establece lo siguiente:  “Todas las mercancías que han sido embarcadas desde la República Popular de China y/o Hong Kong deberán contar con el código de verificación digital proveído por el Siveca mediante el registro de los exportadores del país de origen”.

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Las lluvias generan «suspiro optimista» en el sector productivo

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16 octubre, 201911

Foto Ilustración.

Asunción, IP.- Las lluvias registradas en los últimos días generan un “suspiro optimista” en el campo, tras la sequía que se tuvo en el inicio de la siembra. Se espera que las precipitaciones continúen para tener un mejor año productivo.

“Estamos con retrasos normales por la situación de la falta de lluvias en setiembre, pero ahora ya se está normalizando prácticamente todo, incluso aquellas siembra que se hicieron en seco y con la humedad ya están en proceso de recuperación”, explicó el coordinador de la Unidad de Gestión de Riesgos del Ministerio de Agricultura y Ganadería (MAG), Edgar Mayeregger.

Mencionó que hay zonas donde las lluvias aún no han sido suficientes, pero a medida que avanzan los días al ser un sistema de siembra directa, con la penetración del agua dentro del suelo irán disminuyendo las pérdidas, por lo tanto se tendrán reservas de humedad importante en los próximos meses.

Sobre el punto señaló que las precipitaciones semanales generan importantes beneficios para el sector productivo, garantizando la suficiente humedad para que los cultivos puedan desarrollarse adecuadamente.

Destacó que actualmente se tienen mejores condiciones en comparación a semanas atrás. “La semana pasada estuvimos recorriendo toda la parte del sur y centro de la región Oriental, incluso llegamos a Canindeyú donde hemos visto las condiciones complicadas, pero con las lluvias de los últimos días eso está mejorando”, remarcó en entrevista con Radio Nacional del Paraguay.

En otro momento resaltó que hay una mayor expectativa en comparación al año pasado donde se tuvieron condiciones casi similares, pero aparentemente el 2019- 2020 será mucho mejor.

Respecto a la ganadería significó que las precipitaciones también benefician a este sector. “Estamos saliendo de un fuerte impacto de las quemazones que se tuvieron en la Oriental como Occidental, especialmente en bosques pero que también afectaron las pasturas, por lo tanto esta situación hace que el rebrote natural se dé con estas lluvias y la posibilidad de implantación de pasturas artificiales”, indicó.

Por otro lado recomendó a los productores a estar atentos a las alertas que se puedan presentar dentro del sector productivo.

“Estamos generando un informe conjunto con la Unión de Gremios de la producción, monitoreando humedad de suelo que se está emitiendo todos los lunes a la tarde, eso está permitiendo que los productores sepan acerca del desarrollo del cultivo en sus propias fincas”, mencionó finalmente.

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