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A mala suspeita dos amigos de Lula

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Autoridades de Guiné Equatorial, na África, ligadas ao ex-presidente Lula, foram presas no aeroporto quando desembarcavam no Brasil com uma fortuna de US$ 16 milhões. A PF desconfia que o dinheiro seria usado na campanha eleitoral.

MASCATE.FOTO.Lula foi a Guiné Equatorial, do ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, fazer lobby para as empreiteiras brasileiras (Crédito: Ricardo Stuckert).

Quando a esmola é demais, até o santo desconfia. Esse antigo provérbio está sendo aplicado ao caso das malas recheadas com US$ 16 milhões (R$ 72 milhões) apreendidas na sexta-feira 16, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, em poder da comitiva do vice-presidente de Guiné Equatorial, na África, Teodoro Obiang Mang, 49 anos, o Teodorin. A fortuna estava dentro de uma maleta com US$ 1,4 milhão em dinheiro vivo e 21 relógios avaliados em US$ 15 milhões, além de R$ 55 mil. Teodorin é filho do ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, que governa Guiné há 39 anos. O ditador é amigo íntimo do ex-presidente Lula e recebeu financiamentos milionários do BNDES para obras em Guiné enquanto o PT esteve no poder.

Lula também fez lobby para que empreiteiras brasileiras, como Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez, realizassem grandes obras em países africanos, especialmente em Guiné. A PF suspeita que a fortuna trazida por Teodorin num avião do governo africano teria mesmo como destino a campanha eleitoral no Brasil, já que os africanos não conseguiram explicar o que fariam com o dinheiro apreendido às vésperas da eleição e num momento em que campanhas estão com dificuldade de obtenção de recursos. Além disso, o dinheiro não foi declarado e entrou no País como se fosse mala diplomática, longe do controle alfandegário. Teodorin forneceu uma explicação que até o mais santo policial desconfiou: que veio a São Paulo para um tratamento médico em um dos pés, recusando-se, no entanto, a indicar o nome dos médicos que o tratariam. Depois de dois dias em Campinas tentando recuperar o dinheiro para fazê-lo chegar às mãos de seu destinatário, a comitiva voltou à África, no domingo cedo, praticamente de mãos vazias: os dólares foram depositados no Banco Central brasileiro e os relógios serão leiloados, com a verba destinada aos cofres da União.

O caso começou a ganhar contornos de escândalo quando o Boeing 777-200 do governo de Guiné Equatorial pousou no Aeroporto de Viracopos, às 9h35 da sexta-feira 16, trazendo a bordo o vice-presidente Teodorin e outros dez assessores. Ao chegarem à área de desembarque, a comitiva disse que todas as 19 malas faziam parte da estrutura diplomática e se recusaram a passar pelos scanners do aeroporto. Depois de quatro horas de negociações, a bagagem foi inspecionada. Uma delas ficou retida pela Receita Federal. Ela continha uma maleta com US$ 1,4 milhão em notas de US$ 100, além de R$ 55 mil. Havia ainda uma caixa com 19 relógios, avaliados em US$ 15 milhões. O mais caro deles, todo cravejado de diamantes, foi estimado em US$ 3,5 milhões. Total da fortuna: R$ 72 milhões. Como as leis brasileiras só permitem o ingresso de R$ 10 mil, tudo foi apreendido e depositado numa agência da CEF à disposição da União. A PF abriu inquérito e Teodorin pode ser indiciado por lavagem de dinheiro. Um delegado da PF ouvido por ISTOÉ disse estar convencido de que o dinheiro iria para campanha eleitoral de algum aliado do governo de Guiné. O presidente da Associação Nacional dos Delegados da PF, Edvandir Felix de Paiva, disse que a entidade está acompanhando as investigações para proteger o delegado de “interferências externas” ao seu trabalho. Os africanos voltaram para Malabo, capital de Guiné, no domingo de madrugada, apenas com os R$ 10 mil permitidos por lei.

OSTENTAÇÃO Teodoro Obiang Mang, filho do ditador de Guiné Equatorial, mora em luxuosos palácios e desfila em carros caríssimos. Em 2015, ele gastou milhões para patrocinar o carnaval da Escola de Samba Beija-Flor, no Rio, onde aparece num camarote divertindo-se com amigos

As ligações com Lula

Interrogados, os africanos disseram que estavam no Brasil para um tratamento médico de Teodorin, mas não souberam dizer o nome do médico ou do hospital. O dinheiro, segundo eles, seria usado num outro compromisso da comitiva em Singapura, para onde iriam depois. Os policiais não se convenceram. Suspeitaram que os recursos se destinavam a alguma campanha eleitoral. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, foi um dos primeiros a suspeitar que a fortuna seria usada em campanhas políticas. “Essa quantidade de dinheiro vivo causa estranheza e espécie em qualquer momento, eleitoral ou fora do período eleitoral. É muito dinheiro e é preciso saber a origem e sua finalidade”, disse o ministro.

As relações do ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo com o ex-presidente Lula são antigas. Quando ainda era presidente, em 2010, Lula visitou vários países africanos, incluindo Guiné Equatorial, governado com mãos de ferro por Obiang há quatro décadas. Lula foi, inclusive, condecorado pelo ditador. Quando esteve no governo, o petista autorizou empréstimos do BNDES para o ditador construir obras de infraestrutura. Obiang é considerado o oitavo presidente mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, com fortuna calculada em US$ 600 milhões (R$ 2,7 bilhões).

Mas o relacionamento de Lula com Obiang não se resumiu ao período em que ele esteve no governo. Depois, ainda na condição de dirigente do Instituto Lula, o ex-presidente visitou países africanos para participar do lobby de empreiteiras brasileiras no continente africano. No dia 13 de março de 2013, Lula embarcou num jatinho Falcon, fretado pela Odebrecht, rumo a Malabo, capital de Guiné Equatorial, para conversar com o ditador Teodoro, que pedia a intervenção do ex-presidente na liberação de financiamentos do BNDES para a construção de obras importantes em Guiné. As empreiteiras brasileiras, como a Odebrecht, participavam dos projetos. Nessa viagem, a embaixadora do Brasil em Malabo, Eliana da Costa e Silva Puglia, acompanhou o lobby que Lula fez em favor da Odebrecht para a construção de um aeroporto em Mongomeyer, perto da capital de Guiné. A embaixadora relatou o lobby em correspondências ao Itamaraty, detalhando os pedidos que Obiang fez a Lula para favorecer a Odebrecht. Esses documentos foram anexados à investigação que o Ministério Público Federal abriu na Justiça do Distrito Federal contra o petista por tráfico de influência internacional. Em troca, Lula recebia altas somas da Odebrecht como se tivesse realizado “palestras” na África.

Carnaval no Brasil

Como Teodorin Obiang é tido como excêntrico, mulherengo e que gosta de ostentar sua fortuna, vivendo em luxuosos palácios e usando carros caríssimos, Lula precisou dar o “aval” para o jovem filho do ditador de Guiné se divertir em Salvador. Em 2012, Teodorin foi homenageado pelo Ilê Aiyê. Todo o custo da festa foi patrocinado pela OAS, segundo foi revelado em grampos da PF na 14ª fase da Operação Lava Jato em junho de 2015. Em conversas de Leo Pinheiro com o ex-diretor da área internacional da empreiteira, Cesar Uzeda, em 2012, a PF comprovou que os pagamentos da festa do Ilê a Obiang foram feitos pela OAS como contrapartida da empreiteira para obter novas obras em Guiné Equatorial. Lula ajudou nessa triangulação, a pedido do ditador de Guiné. Pinheiro disse a Uzeda que o ditador queria fazer um “agrado” ao filho. “Ele (Lula) me falou que o nosso amigo da Guiné veio pedir apoio ao filho. Me disse que foi um apelo de pai e que ninguém o atendia. Somente o nosso Brahma (apelido que ele dava a Lula) lhe deu acolhida”. Mas essa não foi a única vez. Em 2015, o governo de Guiné financiou o desfile da Beija-Flor, no Rio, que teve aquele País como destaque. Sempre com as benções do ex-presidente. Como se nota, o ditador de Guiné e seu filho milionário devem muito a Lula.

Amigo ditador
ISTOE

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Chortitzer, la piedra angular del desarrollo chaqueño

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La Cooperativa Chortitzer, gran impulsora del desarrollo chaqueño, es uno de los más importantes promotores de la Expo Pioneros, donde se expondrán nuevas herramientas, tecnologías y conocimientos para el desarrollo sustentable del Chaco paraguayo, que aún tiene mucho potencial para crecer.

Chortitzer, miembro de Pioneros del Chaco S.A., viene acompañando el desarrollo de la exposición, buscando que este espacio sea propicio para sostener y ampliar la capacidad de producción de leche y carne en el ámbito ganadero y consolidar las intenciones de avance de la agricultura en suelo chaqueño.

Contribuir con la agroindustrialización de los productos primarios es una tarea cotidiana de la institución que nuclea a más de 4650 socios en la actualidad.

La cooperativa, constituida formalmente en el año 1962, ha tenido, tiene y tendrá a su cargo el fomento del desarrollo socioeconómico de sus socios, pues les brinda todos los servicios en los sectores de producción, procesamiento y venta de productos en el mercado local, nacional e internacional.

La Cooperativa Chortitzer Ltda. cuenta con una amplia gama de servicios entre los que podemos citar: la oficina de crédito de desarrollo, supermercados, compra y venta de animales, importación y exportación, fábrica de balanceados, planta láctea y frigorífico, talleres y tambos.

A través de dos de sus líneas de productos de reconocimiento nacional e internacional, como Lácteos Trebol y FrigoChorti, ha logrado integrarse a la vida cotidiana de los consumidores, suministrando el alimento de alta calidad para niños y adultos.

Chortitzer, a través de FrigoChorti acompañará las actividades desarrolladas en el renglón ganadero de la muestra más importante del Chaco sudamericano como auspiciante oficial.

De esta forma, agradecemos a la Cooperativa Chortitzer por acompañar incondicionalmente, pese a las adversidades, esta segunda edición de la Expo Pioneros, que se desarrollará del 29 de mayo al 1 de junio, en el predio de Pioneros del Chaco S.A., ubicado sobre ruta Línea 10 (Bioceánica), Loma Plata, Boquerón.

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Itaipu aprueba invertir US$ 35 millones en obras complementarias del segundo puente

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Asunción, IP.- La Itaipu Binacional anunció su decisión de financiar, por valor de 35 millones de dólares, parte de las obras complementarias del «Puente de la Integración» que unirá la ciudad de Presidente Franco con Foz de Iguazú. La decisión fue aprobada recientemente por el Consejo y Directorio de la Binacional.

Las obras complementarias que financiará la Itaipu se realizarán en territorio paraguayo. Las mismas incluyen 33 kilómetros de carretera para empalme con la Ruta 7 y dos puentes sobre el Monday, además de accesos urbanos.

Asimismo, el proyecto requiere obras civiles en Aduanas y Área de Control Integrado de Carga, según estudio de factibilidad realizado por el Ministerio de Obras Públicas (MOPC).

Estos trabajos estarán a cargo de empresas constructoras nacionales, por lo que contribuirá con el plan del Gobierno de dinamizar la economía nacional. El segundo puente con Brasil sobre el Paraná y sus obras complementarias generarán un importante dinamismo económico en la zona fronteriza y en el país. Se prevé que estas inversiones propicien la creación de más de 1.000 puestos de trabajo para los paraguayos.

La inversión total requerida en obras viales y civiles ronda los 150 millones de dólares. El financiamiento estará a cargo del Estado paraguayo y de Itaipu.

La Itaipu destaca que por primera vez, en 45 años de su existencia, la Binacional ha decidido construir dos puentes internacionales y está priorizando obras de infraestructura de gran envergadura, sin alterar su presupuesto ni la tarifa y que tendrá un importante impacto en el desarrollo del país.

Igualmente informa que la segunda pasarela internacional entre Paraguay y Brasil sobre el río Paraná está en plena fase de inicio de construcción, con el financiamiento de la Entidad Binacional, así como también se ha decidido construir otro puente similar que unirá Carmelo Peralta con Puerto Murtinho.

Conexión bioceánica

Además de las inversiones para conectar Presidente Franco con Foz de Yguazú, Itaipu también decidió construir otro puente internacional, que unirá Carmelo Peralta con Puerto Murtinho, sobre el río Paraguay.

El director general paraguayo, José Alberto Alderete, acordó con autoridades brasileñas de la zona de Matto Grosso do Sul, acelerar los procesos para hacer realidad el puente que permitirá la conexión terrestre entre el Atlántico y el Pacífico.

La construcción del Puente de la Integración está a cargo de consorcio brasileño pero las obras complementarias la llevarán adelante empresas paraguayas, en tanto que el Puente Bioceánico estará exclusivamente a cargo de empresas paraguayas con mano de obra nacional, como parte de una distribución equitativa de los trabajos entre los propietarios del emprendimiento hidroeléctrico.

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Paraguay amplía su base de previsibilidad para mayor competitividad, afirmó presidente del BCP

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Asunción, IP.- El presidente del Banco Central del Paraguay (BCP), José Cantero, afirmó que el país está ampliando su base de previsibilidad macroeconómica hacia la “seguridad física” y la independencia de instituciones del Estado, que repercute en propiciar la estabilidad y la competitividad.

Cantero se refirió a la lucha contra el crimen organizado como una pieza fundamental para mantener un ambiente de negocios estable, tanto para inversiones nacionales como internacionales.

Señaló que estos cambios probablemente no serán evidentes en el corto plazo, pero el Paraguay está emprendiendo un camino que va a significar una plataforma más amplia de estabilidad, previsibilidad y mayor inmunidad a situaciones regionales y contextuales, dijo este viernes en el espacio #PyEn15.

“Esto va a permitir que las inversiones tengan mayor certeza y previsibilidad y que la actividad económica se pueda desarrollar de forma tranquila, lo que hace a la competitividad”, manifestó.

El presidente de la banca central agregó que el Paraguay cuenta con una política monetaria estable y una disciplina fiscal que permite al país navegar “de manera razonable y sólida” la “volatilidad regional y el contexto”, con la situación de desaceleración y choques internos como las sequías y dificultades del clima.

El BCP, por su parte, cuenta con un atributo muy importante que es la independencia, con una orientación enfocada en lograr los objetivos de inflación y un sistema bancario y financiero transparente y competitivo.

Sobre aumentar la competitividad para el crecimiento económico, Cantero puntualizó que desde el Gobierno se han presentado tres proyectos de leyes, que ayudarán a atraer inversiones domésticas y extranjeras. Estas leyes corresponden a la creación de sociedades simplificadas, para la facilidad en la apertura de pequeñas empresas; de garantías mobiliarias para el acceso a créditos de Mipymes, y una reforma a la ley de quiebras para agilizar este proceso.

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