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Governo de MS defende integração do setor público e privado de Brasil e Paraguai para desenvolver fronteira

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O Governo de Mato Grosso do Sul defendeu a integração entre os setores Público e Privado para desenvolver  fronteira de Brasil e Paraguai. O secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) participou no fim da tarde de segunda-feira (8) da live promovida pela Câmara de Comércio Paraguai Brasil sobre os “Desafios e Oportunidades Regionais de Integração Produtiva – Capítulo Mato Grosso do Sul” e defendeu a importância da integração entre os setores público e privado do Brasil e Paraguai para identificar oportunidades de negócio e de modernização de protocolos sanitários e alfandegários que favoreçam as relações comerciais e contribuam para promoção do desenvolvimento econômico da região de fronteira.

«Esse processo de integração regional é fundamental para a logística e nos traz desafios e oportunidades, uma delas é Rota Bioceânica. Hoje temos o fechamento das fronteiras, que é uma questão momentânea, mas também um momento para nos dedicarmos ás ações mais burocráticas, como licitações, verificar leis, como alfândega entre os países do Corredor Bioceânico”, afirmou o secretário.

O titular da Semagro reforçou que “essa deve ser uma agenda de curto prazo. Temos de fazer um novo protocolo sanitário e de regramento alfandegário, principalmente nos municípios da fronteira, como Mundo Novo, Ponta Porã e Porto Murtinho. Promover de fato a integração hidroviária, rodoviária e ferroviária. A Rota Bioceânica já é uma realidade em execução, vai promover a integração dos países ao longo do trajeto, mas a grande oportunidade é que ela vai nos permitir chegar ao mercado asiático, o maior do mundo hoje, de forma competitiva”.

Ainda conforme Jaime Verruck, outra grande preocupação são os pequenos investimentos e negócios. “A preocupação do fechamento da fronteira está nesses pequenos negócios e vejo esse debate como de extrema importância para também discutirmos os impactos que eles terão mesmo após a reabertura das fronteiras. Precisamos de uma política de crédito e de reestruturação das cadeias. A integração ocorre, mas precisamos de capacidade para tomar decisões de forma mais rápida”, finalizou.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, defendeu que o momento é uma oportunidade para o alinhamento de ações entre os dois países, pontuando os principais gargalos enfrentados pelo setor privado, tanto do Paraguai como do Brasil. “Acredito que podemos fazer vários encontros de forma virtual, elencando cinco prioridades para discutirmos formas de solucionar esses problemas. As questões de fronteira nos preocupam bastante, principalmente com relação aos feriados prolongados, quando temos caminhões por um longo período presos dos dois lados da fronteira”, afirmou.

A ministra de Indústria e Comércio do Paraguai, Liz Cramer, também defendeu o uso dos meios digitais para promover reuniões e também para fortalecer os negócios. “Acreditamos em um crescimento no comércio eletrônico e estamos trabalhando para desenvolver essa questão. Além disso, temos um plano de ações para a reativação da economia para minimizar os efeitos dessa pandemia, principalmente envolvendo as pequenas empresas com crédito e redução de custos para essas empresas”, declarou.

Entre as ações, destacam-se investimentos em infraestrutura com obras públicas de transporte e saneamento, incluindo as obras relativas à Rota Bioceânica, que ligará o Brasil aos portos do Chile no Oceano Pacífico, passando por Paraguai e Argentina. “Vemos essas ações como oportunidades de empresas brasileiras se consorciarem com empresas paraguaias para essas obras e, assim, ajudar na retomada da economia dos dois países”, acrescentou Liz Cramer.

O senador Nelsinho Trad, que também participou do debate, ressaltou que as relações entre os países vizinhos são prioritárias para o governo brasileiro. “Como sou de Mato Grosso do Sul, considero essencial esse tipo de ação diplomática, que, com certeza, vai trazer ações comerciais entre o Brasil e o Paraguai. Entendo que todos nós sofreremos grandes transformações pós-pandemia e essas relações de confiança, como as que temos entre o Mercosul, serão ainda mais importantes”, salientou.

Também participaram da live sobre “Desafios e Oportunidades Regionais de Integração Produtiva – Capítulo Mato Grosso do Sul” o ministro da carreira diplomática do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, João Carlos Parkinson de Castro, o embaixador do Brasil no Paraguai, Flávio Soares Damico, o vice-ministro de Relações Econômicas e Integração do Paraguai, Didier Olmedo, e o presidente da Câmara de Comércio Paraguai e Brasil, Rubén Jacks.

Marcelo Armôa, Semagro

Fonte: Assessoria Governo do MS

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