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Narcotráfico

Quatro líderes da quadrilha estavam escondidos desde 2011 após fuga ao Paraguai

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Quatro líderes da quadrilha estavam escondidos desde 2011 após fuga ao Paraguai

A Operação Nepsis deflagrada neste sábado (22) em Mato Grosso do Sul e mais quatros Estados, ainda não acabou, mas escancarou a forma de agir de uma das organizações mais complexas do país, no ponto de vista criminoso. Líderes da organização empresarial intitulado pela polícia de “Consórcio de Contrabando” enriqueceram com alianças “narcocigarreiras” e em cima de dois pilares: a estrutura logística altamente sofisticada e a corrupção policial.

O delegado da Polícia Federal Felipe Vianna de Menezes destacou que a PF entrou em uma das organizações mais complexas do país, no mundo do crime. “É uma investigação de dois anos e a PF conseguiu entrar na estrutura da organização. É uma organização empresarial que funcionava em cima de dois pilares: a estrutura logística altamente sofisticada e a corrupção policial”, explicou.

Menezes pontuou que a estrutura logística se desenvolvia por meio da mobilização de gerentes. Essas pessoas eram responsáveis por determinados trechos das rotas e por recrutar batedores, mateiros e motoristas para passarem as cargas, tendo em vista, que o contrabandista escolhido só consegue passar por determinado local com a liberação do gerente.

“Esse liberação vai acontecendo de trecho em trecho até a saída do Estado. Outro papel, além de coordenar a movimentação, é o do policial corrupto, que atua como ponte entre a organização e outros policiais. E esse policial, normalmente age com vista grossa, ou seja, deixa de fiscalizar”, disse.

Influência, consórcio e enriquecimento – Um dado interessante levantado na investigação é o poder de influência que os “gerentes” possuíam sobre diversos policiais. “Foram interceptadas ligações que os gerentes ordenavam aos policiais fizessem a “contra vigilância” e identificassem policiais honestos, ou seja, os recrutados deveriam chegar até os honestos e impedir a fiscalização das cargas”, disse.

A organização tem raízes mais fortes no sul de Mato Grosso do Sul, no entanto, recentemente, os “cabeças” haviam inaugurado base operacional em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. O que se detectou, segundo o Felipe Vianna foi o aumento do nível de violência da organização e, inclusive a criação de alianças com facções criminosas e grandes narcotraficantes, chamadas de “Narcocigarreiras”.

“Em dezembro de 2017 a principal base de entrada da organização – Pedro Juan – foi objeto de operação da Polícia Paraguaia, e nessa ação foram presos diversos traficantes e apreendidos diversos fuzis. Foi uma ação de grande repercussão em solo paraguaio”, disse.

O delegado Felipe Menezes explica que a organização começou passando as próprias cargas, mas quando dominou a estrutura logística e aumentou os gastos com os “recrutados” iniciou a passagem de carga de outros cigarreiros se tornando uma espécie de “consórcio de contrabando”.

A organização criminosa possuía quatro líderes que já haviam sido alvo de operação em 2011, em Naviraí. No entanto, eles escaparam e permaneceram foragidos até julho de 2018, quando houve a prescrição dos crimes. “Mesmo com os mandados de prisão vencidos, eles adotavam muita cautela para entrar no Brasil e o casamento que ocorreria em um resort no nordeste foi um marco para a deflagração desta operação”, disse o delegado Felipe Menezes.

“Temos que usar inteligência, estratégia, informação e tecnologia, para conseguir monitorar todas as nossas estradas, pois essas organizações são muito móveis e as estratégias mudam a todo o momento», pontua o delegado adjunto Henry.
O delegado adjunto da Receita Federal em Mato Grosso do Sul, Henry Tamashiro de Oliveira destacou a importância do trabalho integrado das forças, a dificuldade em manter o sigilo durante a operação, devido ao envolvimento de agentes públicos e dados importantes sobre apreensões de cigarro em Mato Grosso do Sul.

“Temos que usar inteligência, estratégia e informação, aliando tecnologia para conseguir monitorar todas as nossas estradas, pois essas organizações são muito móveis e as estratégias mudam a todo o momento. O trabalho da Receita também é de apoio, pois temos muitos dados para cruzar e montar o quebra-cabeça. Além disso, a maior dificuldade foi em manter o sigilo, porque como temos agentes públicos envolvidos temos dificuldades em saber até onde podemos envolver mais pessoas. Mas foram identificados problemas e estamos resolvendo esses problemas”, disse.

Ainda segundo Tamashiro, essas organizações crescem, pois movimentam dinheiro. “Dinheiro deixa rastro e são várias situações que chamam a atenção da polícia, como notas fiscais, registro de embarcações, de veículos, movimentações financeiras, que nossas equipes analisam. A partir do momento que levantam um indício, verificamos e essas provas vão se juntando para montarmos as provas relacionadas ao esquema. Ela consegue se estruturar dessa forma é porque movimenta dinheiro”, explica.

Atualmente, as forças apreendem por ano em MS cerca de R$ 300 milhões em cigarros contrabandeados, valor equivalente a 60 e 70 milhões de maços. Houve uma mudança no cenário e queda no contrabando de eletrônicos, mesmo assim 95% do contrabando de Mato Grosso do Sul é de cigarro, cerca de 25% de todas as apreensões do Brasil.

As apreensões são feitas pela Receita, PRF, PF, polícias militar e civil, além do apoio do Exército e a previsão para 2018 é de que tenha um aumento de 30% nas apreensões.

“Em 2017 foram apreendidos 60 milhões de maços de cigarros, cálculo aproximado pelo volume nos quatro depósitos de MS, em Mundo Novo, Ponta Porã, Corumbá e Campo Grande. Mesmo autuando de forma ostensiva, ainda não é suficiente. Se não unirmos força de montar quebra-cabeça da organização e tentar desmantelar estrutura e sufocar as organizações financeiramente, não chegaremos ao objetivo, precisamos de recurso, efetivo, mas o trabalho de todas as instituições é um trabalho sério e que tem dado resultado”, finalizou.

O delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul, Cléo Mazzotti destacou o motivo do termo “cortar a própria carne” e que a operação ainda não acabou.

“Essa fornalha que se tornou MS, até por uma questão geográfica, que atrai muita organização forjou essa união de forças entre várias instituição. E hoje o que chamamos de cortar na própria carne é o que as policias estão fazendo. Esse consórcio era comandado por quatro indivíduos, mas ainda temos diligências em andamento, ainda não acabou e nem todos indivíduos estão presos”, disse.

Prisões – Três dos quatro líderes foram presos na manhã deste sábado, quando se preparavam para festa de casamento nesta tarde, em um resort em Maceió, Alagoas. Um deles era o noivo, que não teve o nome divulgado. O quarto homem, alvo da operação, foi preso em Eldorado quando pescava em um rio no fundo de casa. Além dos cigarreiros, doze policiais estão presos.

Até o começo da tarde deste sábado já haviam sido cumpridos 29 dos 43 mandados de prisão, sendo 20 contrabandistas, seis policiais rodoviários federais, quatro policiais militares e dois policiais civis. Também foram apreendidos R$ 250 mil em dinheiro e vários bens como carros, lanchas, jet ski e mercadorias contrabandeadas.
CGNEWS

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Grande apreensão de droga é realizada

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A Polícia Militar, através da equipe CHOQUE CANIL, na noite desta sexta-feira (24), durante o turno de serviço, foi solicitada para dar apoio com cães de detecção na sede da Polícia Federal, onde foi vistoriado um caminhão e em sua carroceria, os cães indicaram a presença de drogas.

Em checagem pelos policiais, foi localizado escondido a quantia aproximada de 600 kg (seiscentos quilos de substância análogo a maconha).

Diante disso, o condutor da carreta foi detido e entregue, com a droga, na Delegacia da Polícia Federal.

CGN

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Narcotráfico

Hallan más droga en camión requisado hace dos años

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Un tractocamión depositado en una sede de la Secretaría Nacional Antidrogas (Senad) tras su incautación, el 26 de enero de 2017, contenía en el interior de su cabina 14 paquetes de cocaína, ocultos en un doble fondo, informó la institución.

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Este viernes un grupo operativo antidrogas se constituyó en la sede del Departamento de Horno Incinerador de la Senad, situada en Chaco’i, localidad de Presidente Hayes, para verificar un tractocamión Scania con semirremolque requisado el 26 de enero de 2017.

En aquella ocasión, la Senad y la Fiscalía confiscaron 176 paquetes de cocaína, 180 kilogramos en total, provenientes de Bolivia, que estaban ocultos entre una carga de sal fina y el tanque de combustible de este tractocamión, en la cabecera del Puente Remanso. Además, fueron detenidos Adrián Núñez Benítez y Juan Ariel Núñez.

Lea más: Traían 180 kilos de cocaína ocultos en una carga de sal

Hoy, los agentes especiales antidrogas y la fiscala Elva Cáceres encontraron 14 paquetes de cocaína con un peso de 14,410 kilogramos ocultos en un doble fondo en el interior de la cabina del vehículo.

“Esta nueva verificación se realizó a partir de informaciones de inteligencia”, explica el comunicado de la Senad.

  • ABC
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Narcotráfico

Grupos criminales intentan reacomodarse en la frontera con Brasil, dice Giuzzio

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El ministro de la Secretaría Nacional Antidrogas (Senad), Arnaldo Giuzzio, dijo este viernes que las facciones criminales intentan reacomodarse en la frontera de Paraguay con Brasil. Explicó que, actualmente, no hay una cabeza visible, por lo que algunos grupos intentan posicionarse en Amambay.

Según el ministro de la SenadArnaldo Giuzzio, la reinstalación de los grupos criminales está en plena operatividad, ya que hoy no existe una cabeza visible en cuanto al crimen organizado y el narcotráfico en general.

“Antes estaba muy vinculado el PCC (Primer Comando Capital) y el Comando Vermelho, pero hoy no hay cabeza visible y los grupos están tratando de posicionarse en su sector”, indicó el secretario de Estado en comunicación con radio Monumental 1080 AM.

El ministro mencionó que cuentan con información de que Sergio de Arruda Quintiliano Neto, alias Minotauro, sindicado como miembro del PCC, y Jarvis Chimenes Pavão, intentan reacomodar sus grupos en Pedro Juan Caballero (PJC), desde las cárceles.

Ambos se encuentran en prisión en el territorio brasileño y, desde hace tiempo, también se disputan el control de la frontera para el tráfico de drogas entre Paraguay y Brasil.

“Creemos que sí se hizo daños en retrasar la actividad, pero hay tres nombres no muy conocidos que manejan el negocio. –Desde inteligencia- se conoce quiénes serían los nuevos capos, son dos brasileños y un paraguayo”, comentó el ministro, sin precisar mayores detalles.

Giuzzio reconoció que en la zona de PJC se sigue moviendo una gran cantidad de drogas, en cuanto a producción de marihuana y el tránsito de cocaína. Sin embargo, aseguró que desde que asumió el nuevo Gobierno se logró desbaratar cierta parte de los grupos criminales.

“Cuando asumimos, había una estimación bastante alarmante, no se afectaban ni el 1%, y hoy queremos superar esa marca y llegar al 3 o 4%”, puntualizó.

Expulsión de miembros del PCC

En lo que va del 2019, el Gobierno paraguayo capturó y expulsó a varios brasileños sospechosos de formar parte del PCC y el Comando Vermelho.

En ese sentido, el doctor en Criminología Juan Martens, autor de una investigación académica sobre el impacto político y social del grupo criminal brasileño en Paraguay, advirtió que la mejor política de Paraguay con relación al PCC tiene que ser la expulsión.

El profesional argumentó que el país no tiene posibilidades reales, ni letales, ni de formación, para enfrentar al grupo criminal. UH

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