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Esperan poco crecimiento de Brasil y un estancamiento de Argentina

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Los pronósticos para las economías de los países vecinos son poco alentadores. Para el Brasil se aguarda un crecimiento de 1,3% con riesgos y para Argentina, una recesión este año y cero expansión en 2019.

El informe Macro-Latam del mes de octubre publicado por Itaú Unibanco señala que los pronósticos para las economías de los países vecinos, principales socios comerciales del Paraguay, son poco auspiciosos para el cierre de este año y el próximo.

El reporte señala que en el caso brasileño, los resultados de la actividad económica en el tercer trimestre del año fueron débiles y por esa razón la estimación del crecimiento del producto interno bruto (PIB) se ha reducido al 1,3%.

“Vemos riesgos bajistas debido al deterioro de las condiciones financieras en gran parte debido a la incertidumbre que rodea a las reformas fiscales”, destacaron los técnicos de esta banca brasileña.

Con respecto al tipo de cambio, que es el principal motivo de preocupación para los comerciantes paraguayos en ciudades fronterizas como Salto del Guairá, Pedro Juan Caballero y Ciudad del Este, el pronóstico es que al cierre de este año el precio sea de 3,90 reales por dólar.

A pesar de su reciente estabilización, el real brasileño sigue estando vulnerable a la volatilidad local e internacional, resaltaron.

ARGENTINA. El análisis de la banca internacional señala que el mercado no se estabilizó en la Argentina, pese al nuevo acuerdo firmado con el Fondo Monetario Internacional, que proporcionará mayores desembolsos adelantados para garantizar la prorrogación de la deuda extranjera en el 2019.

“Esperamos que el PIB se contraiga 2,2% este año y se sitúe en cero en 2019, debido a las políticas macroeconómicas ajustadas y a pesar de la recuperación esperada en la producción agrícola el próximo año”, advirtieron.

De igual manera, la estimación respecto a la inflación se elevó a 45% a fines de año, debido a la reciente depreciación del tipo de cambio y a los ajustes adicionales en los precios regulados.

“Esperamos que el tipo de cambio alcance 40 pesos por dólar en diciembre y la tasa de interés se sitúe en 60%”, subraya el reporte.

En lo que va del presente año, el peso argentino ha perdido hasta 125% su valor respecto al dólar americano. El efecto que esto provocó a nivel local es el ingreso masivo de productos de contrabando a través de las ciudades vecinas.

El real brasileño se ha devaluado en un 25% frente a la divisa norteamericana. El efecto fue la pérdida del poder adquisitivo de los turistas y la merma hasta en un 80% en las ventas en los comercios paraguayos en frontera.
UH

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Brasil inicia operativo militar en sus fronteras

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El gobierno de Brasil comenzó hoy el operativo militar “Fronteira Sul I” en sus fronteras con Paraguay, Argentina y Bolivia, con el objetivo de contrarrestar el contrabando de mercancías y el tráfico de drogas y armas.

El gobierno de Brasil comenzó hoy el operativo militar “Fronteira Sul I” en sus fronteras con Paraguay, Argentina y Bolivia, con el objetivo de contrarrestar el contrabando de mercancías y el tráfico de drogas y armas.

Este tipo de operativo militar se vienen realizando desde el 2016 y generalmente dura dos semanas. Una de sus consecuencias en Paraguay es que afecta el movimiento comercial en ciudades fronterizas como Ciudad del Este, Pedro Juan Caballlero y Salto del Guairá.

Se trata de una intensificación en los controles de seguridad y fiscalización en aduana de la franja de frontera de Argentina, Paraguay y Bolivia. “Fronteira Sul I” está a cargo de la 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada del Exército Brasileiro, según informa la Sección de Comunicación Social de esta unidad militar.

En un comunicado de prensa se detalla que desde el inicio del año se iniciaron los patrullajes terrestres y fluviales, el establecimiento de puestos de bloqueo y control de carreteras, vías urbanas y fluviales, el control de personas, vehículos, embarcaciones y aeronaves, y la intensificación de la fiscalización de productos controlados.

El operativo se fundamenta en el “Programa de Proteção Integrada de Fronteiras”, establecido por el gobierno de la República Federativa do Brasil para el fortalecimiento de la prevención del control, la fiscalización y la represión de los delitos transfronterizos y ambientales. ABC

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Narcoilusão: advogada conta como salário de R$ 15 mil e romance na fronteira de MS a puseram na cadeia

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Presos que tentaram ganhar algum dinheiro trabalhando para o narcotráfico são maioria nas cadeias de Mato Grosso do Sul: a cada 10 detentos, 4 estão atrás das grades por ligação com tráfico de drogas. E essa proporção aumenta no caso das mulheres, que geralmente vão para trás das grades depois de se envolverem nas atividades de homens com quem se relacionam.

Os casos de mulheres aliciadas são muitos, e não têm a ver com nível econômico, beleza ou grau de escolaridade. “Eu ganhava muito bem”, resume Sirlei de Marques, 45 anos, bacharel em direito, cumprindo pena há 1 ano e 8 meses no Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, em Campo Grande. Com ganhos de R$ 15 mil por mês, a advogada diz que ‘se deixou levar pelo namorado e pela vida boa’.

O caso é muito comum entre as detentas no Irma Zorzi. Quase todas as presas por tráfico de drogas contam que caíram depois de serem apresentadas à vida de crime pelos parceiros. Algumas, inclusive, juram que não sabiam do envolvimento de namorados e maridos com o narcotráfico quando acabaram implicadas.

É o caso da advogada Sirlei. Ela conta que foi envolvida na trama que a colocou no presídio por causa de duas tentações: dinheiro e amor.

“Vou sair de cabeça erguida porque já paguei pelos meus crimes”, fala. A advogada diz que o tempo na cadeia a ensinou e a fez perceber que a sua família é seu alicerce e que, apenas, eles merecem seu afeto.

Sirlei contou que namorava um homem na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, e que durante um ano era a responsável pelos contratos da empresa dele, que atuava na venda e compra de imóveis e de carros. Para isso, ganhava muito bem: R$ 15 mil.

“Eu desconfiava de que ele fazia algo errado, já que eram muitas pessoas estranhas entrando e saindo do escritório. Mas, pensei: Ah! Tô ganhando bem”.

Mesmo sabendo que o namorado fazia tráfico de drogas, Sirlei resolveu continuar na relação que proporcionava luxos sem grandes esforços.

Para ela o tempo no presídio é o tempo que quer esquecer. “Vou me mudar de Mato Grosso do Sul. Quero arrancar está página da minha vida”.

Durante uma viagem que precisava fazer a São Paulo emprestou o carro do namorado, mas acabou sendo ‘pega’ no meio do caminho pela polícia. Em um compartimento oculto da carroceria, estavam nada mais nada menos que 70 quilos de maconha.

Sirlei jura que não sabia da carga, e achava que o namorado nunca a envolveria diretamente no tráfico.

Presa em flagrante, foi condenada a 9 anos e 8 meses de prisão. Sirlei foi condenada por tráfico privilegiado, que diminui a pena em até um sexto, e só cabe a quem é ‘traficante’ eventual ou ocasional.

Sobre o namorado, a advogada diz que não tem notícias e nem quer saber. “Quase enlouqueci quando cheguei aqui. Chorava todo dia”, fala. Ela está presa há 1 ano e 8 meses, e logo deve ganhar o regime semiaberto. Sirlei fala que teve de começar a tomar remédios controlados para conseguir dormir na cela da prisão.

“Vou sair de cabeça erguida, porque já paguei pelos meus crimes”, aposta.

A advogada diz que o tempo na cadeia a ensinou e a fez perceber que a sua família é seu alicerce e que, apenas, eles merecem seu afeto. O tempo de reclusão a fez se aproximar novamente do pai, com quem não falava há 20 anos.

Para ela o tempo no presídio é o tempo que quer esquecer. “Vou me mudar de Mato Grosso do Sul. Quero arrancar esta página da minha vida”, concluiu.

Dados do Mapa Carcerário da Agepen são de que no Estado 67% das mulheres cumprindo pena em presídios é pelo crime de tráfico de drogas. Um percentual de quase o dobro em relação aos homens, que somam 38,1%.

No Presídio Feminino Irmã Irma Zorzi, são 324 internas sendo que 238 cumprem pena pelo crime de tráfico de drogas, e em sua maioria foram atraídas para o crime por companheiros.

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